Resiliência é a palavra de ordem

*Samy Hazan

A atual situação político-econômica do País traz uma série de desafios, mas também de oportunidades. Não faltam no noticiário, manchetes que estarrecem e deixam a todos com receio sobre como deve caminhar o Brasil em 2016. Recentemente o IBGE divulgou que no ano de 2015, o PIB caiu 3,8% em relação a 2014, a maior queda da série histórica iniciada em 1996. Só não foi pior porque o Agronegócio apresentou crescimento de 1,8%. Porém, com a retração na Indústria (-6,2%) e nos Serviços (-2,7%), muitas empresas já reveem seus planos de contratações e investimentos previstos para esse ano.

Somado a isso, a taxa média de desocupação estimada em 6,8% em 2015 e em 4,8% em 2014, refletem uma situação que impacta diretamente na contratação de Vida em Grupo. Segundo o IBGE, a elevação de 2 pontos percentuais entre um ano e outro foi a maior de toda a série anual da pesquisa, e também interrompeu a trajetória de queda do desemprego que ocorria desde 2010.

Já os dados da CNSEG indicam que, somados, as Coberturas de Pessoas (Coletivos, Individuais e Tradicionais de Risco), apresentaram crescimento de 6,7% em 2015 frente ao mesmo período de 2014. Pode parecer que o segmento mostra sofrer os reflexos da crise, já que vinha apresentando o crescimento acumulado (e vertiginoso) de 86% desde 2010. Porém, se não deixarmos nos contaminar pela onda pessimista, podemos avaliar que, apesar da crise, os agentes do mercado de seguros fizeram seu papel e conquistaram crescimento nos segmentos citados.

Mas 2016 nos reserva muitos desafios. E para enfrentá-los, será necessário resiliência. Essa, talvez, seja a palavra que mais precisaremos utilizar nos próximos meses. Isso porque, quando o “cinto aperta”, muitos dos responsáveis nas empresas deixam de contratar, procuram alternativas mais baratas ou simplesmente cortam benefícios como o seguro de vida em grupo.  

E é aí que entra a assessoria do corretorpara evitar que seu segurado tome uma decisão precipitada. É sabido que falhas ou inconsistências no programa de seguros podem representar grandes desastres financeiros. Essas falhas podem ser minimizadas pelo conhecimento do corretor e sua capacidade de elaborar um plano de proteção equilibrado, seja para o segurado individual e sua família, seja para a cobertura coletiva de uma empresa de qualquer porte.

A expertise do corretor deve sempre se fazer presente. E, mais do que isso, o corretor (e a empresa corretora de seguros) devem contar com a confiança e entrosamento com o segurado para que tenha acesso às informações adequadas para arquitetar tudo de forma customizada e que resulte em uma proposta condizente com as necessidades do cliente. Imagine um caso em que uma empresa decida cortar ou renovar com aquele seguro “baratinho” só para cumprir uma obrigação legal, por exemplo. Dependendo da situação, a emenda pode sair pior que o soneto. É sabido que a redução ou queda da qualidade do pacote de benefícios tem consequências sérias para as empresas, que incluem insatisfação dos funcionários, queda de produtividade, entre outros aspectos.

A orientação do corretor de seguros, nesses casos, vai ser essencial para evitar que muitos segurados tenham a situação financeira, já difícil hoje, ainda mais abalada. Com isso, vai ser possível não só realizar bons negócios, mas também fidelizar clientes e contribuir com a caminhada para que nosso país retome o rumo.

*Samy Hazan é Diretor de Affinity e Planejamento Estratégico da Sompo Seguros. Formado em Administração de Empresas pela FGV, Professor dos cursos de MBA em Seguros da Funenseg. Foi consultor da LIMRA INTERNATIONAL e representante no Brasil da Million Dollar Round Table (MDRT).

 

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