Outubro Rosa: Mulheres Combatendo o Câncer

Para fechar o mês do Outubro Rosa, confira quatro depoimentos de mulheres que passaram pelo tratamento e venceram o câncer.

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Angela de Lima Silva, 39, São Paulo, analista de sinistro na Sompo Seguros.

"Em agosto de 2014, quando eu tinha 36 anos, notei um nódulo abaixo do braço esquerdo. Pela idade, nunca havia feito um exame de mamografia antes. Logo no primeiro exame, a médica responsável sugeriu uma nova verificação mais específica. Em janeiro, realizei a biópsia e fui encaminhada ao mastologista. O resultado saiu em fevereiro e comprovou que o nódulo era um câncer. Foi um baque: no consultório, em frente ao médico, comecei a chorar. O desespero em saber que estava com câncer foi atormentador. Mas tive a sorte de ter um médico paciente e solícito. Ele me disse que a medicina estava avançada e as chances de cura aos casos de câncer de mama eram altas. Me encaminhou ao IBCC (Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer) e lá realizei a retirada do nódulo, que tinha 1,9 centímetros. Pela análise, fui aconselhada a fazer 16 sessões de quimioterapia, logo no mês de maio. Após 20 dias da primeira sessão, os efeitos começaram a aparecer, meus cabelos caíram e fiquei fisicamente derrubada. As quatro primeiras sessões foram bem pesadas, mas segui em frente: em agosto comprei uma peruca e retornei ao trabalho. O fim do meu tratamento encerrou-se em novembro. Durante as sessões, notei várias mulheres que se entregavam à doença. A minha vontade de viver foi o que me fez persistir no tratamento. Por isso, aconselho a todas as mulheres que estão batalhando contra o câncer de mama, que continuem fortes e não desistam. A vitória contra o câncer compensa todos os esforços."

RBL_4932.jpgLucila Gatz, 33 anos, São Francisco do Sul (SC), nutricionista e profissional de educação física.

“Através de um autoexame, notei um nódulo no meu seio em 2012, aos 29 anos. Logo em seguida, entrei em contato com o ginecologista, que logo me encaminhou a um mastologista. Realizei uma mamografia e uma punção, exame feito por agulha fina para biópsia. Os exames comprovaram que eu estava com câncer de mama. Realizei a cirurgia de retirada do nódulo e enfrentei 8 sessões de quimioterapia e 32 de radioterapia. Na verdade, a descoberta do câncer não foi um susto. Minha família sofre de mutação genética, sempre tive parentes que batalharam contra algum tipo de câncer. Durante o tratamento, me espelhei bastante em minha mãe. Ela faleceu um ano antes de eu descobrir que estava com a mesma doença. Minha mãe batalhou contra o câncer de forma positiva, não se importou em ficar careca e quase nunca reclamava de alguma coisa. Tê-la como referência me ajudou bastante durante o meu tratamento onde, na época, eu morava com o meu marido no Mato Grosso do Sul. Atualmente, a cada seis meses, faço os exames de controle e por prevenção já que, devido à mutação, há maiores chances de aparecer um novo câncer. Acredito muito em Deus e sei que as coisas que aparecem em nossas vidas não surgem sem algum propósito. Pela minha experiência, notei que muitas pessoas têm medo de realizar os exames, com receio de descobrir alguma doença, como o câncer. Aconselho sempre a realização do autoexame e consultas frequentes aos médicos. As chances de descobrir uma doença, logo no início dela, favorecem às chances de cura.”

 

Ida Maria Guedes, 84 anos, São Paulo, aposentada.

“Descobri que tinha câncer de mama em 1996, aos 64 anos. Na época, sentia muitas dores na mama. A medicina não era tão evoluída quanto hoje, me lembro de ter passado em vários médicos e nenhum deles detectaram as origens das minhas dores. Foi um geriatra que me encaminhou ao mastologista. Demorou um ano para detectar o câncer. Na época não tinha nenhuma campanha sobre o autoexame, muito menos para a prevenção do câncer. Ao receber a notícia que minhas dores nas mamas eram um câncer, fiquei muito abalada. Nos anos 90, saber que estava com câncer era uma das piores notícias do mundo! Na família é genético. Minha mãe morreu de câncer em 64 e a minha irmã acabara de descobrir, junto comigo, que também estava. Tratei a doença no Hospital da Mama em São Paulo (atual IBCC), fazendo quimioterapia durante um ano. Minha irmã acabou falecendo no mesmo ano. Meu marido, que faleceu há 6 anos, me apoiou bastante – foi o que me fez manter firme durante o tratamento. Ironicamente, ele faleceu de leucemia. Hoje, detectar a doença é rápido e as campanhas de autoexame ajudam bastante. Temos que aproveitar essa evolução na medicina para cuidar da nossa saúde. Hoje eu trabalho junto com diversos jovens e vejo a vontade que eles possuem em aproveitar a vida. Não adianta apenas reclamar da vida. Tem que desejar viver todos os dias!”

Slack for iOS Upload.jpgFernanda Correa Ferrarezzi Borges, 38 anos, Vinhedo (SP), bancária.

“Descobri o câncer de mama em agosto de 2015, em um exame de rotina com o ginecologista. Faço mamografias desde os 35 anos e também fazia o autoexame, mas não consegui detectar o tumor. Logo após o câncer ser detectado, realizei seis meses de quimioterapia com 16 sessões. O tratamento é difícil, perdi meu cabelo, cílios e sobrancelhas. Tive muitas restrições alimentares e enjoava muito após as sessões. Vivia um dia de cada vez, com muita fé e otimismo, pois sabia que tudo aquilo iria passar. E passou! Depois veio a cirurgia, a mastectomia total da mama esquerda. Foi mais uma fase difícil de recuperação, junto com a aceitação de um novo corpo. A família é essencial nesse momento: foram eles que me deram força para passar por tudo isso da melhor maneira possível. Hoje, sete meses após a última quimioterapia e seis meses após a cirurgia, afirmo que tudo passa. Não é fácil, mas temos que focar na cura, cuidar da alimentação, respeitar nosso corpo, cuidar da alma e acreditar sempre!”

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